Mostra de Arte Inclusiva reuniu comunidade no Centro de Congressos de Aveiro
No passado dia 30 de maio, o Centro de Congressos de Aveiro acolheu a Mostra de Arte Inclusiva, uma iniciativa promovida pela Associação Cultural DCTR, em parceria com a Casa Vera Cruz, Centro Comunitário de Aradas, Centro Social de Esgueira, Florinhas do Vouga, Centro Social Santa Joana Princesa, Colégio Português e Centro Paroquial de São Bernardo. O evento contou ainda com o apoio institucional da INATEL, no âmbito do projeto Longevidade 55+.
A Mostra de Arte Inclusiva teve como principal objetivo dar a conhecer à comunidade os diversos projetos artísticos e sociais desenvolvidos pela DCTR, através de um programa composto por três espetáculos que evidenciaram o trabalho realizado ao longo do ano pelos seus participantes.
Durante a manhã, o público assistiu a dois momentos distintos que reuniram em palco 89 participantes, acompanhados por três professoras. A sessão contou com a presença de 266 espectadores.
O primeiro momento correspondeu à apresentação da área de atuação de Educação, Formação e Prática Artística, protagonizada pelos alunos de Dança Criativa. O espetáculo, intitulado “Sonhos e Caminhos”, marcou o encerramento do ano letivo das atividades externas da associação e permitiu aos participantes partilhar o resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses.
Sob a orientação das professoras Evelin Petry e Maria Frazão, “Sonhos e Caminhos” conduziu o público numa viagem poética pela imaginação, pelo crescimento pessoal e pela construção de sonhos. Mais do que uma reflexão sobre percursos profissionais, o espetáculo lançou um olhar sensível sobre o futuro, evocando uma questão transversal a todas as gerações: “O que queres ser quando fores grande?”
Seguiu-se uma atuação musical da jovem artista Alice Boavista, que antecedeu o segundo espetáculo da manhã, “Memórias”, apresentado pelos participantes seniores e coordenado pela gerontóloga Raquel Rodrigues.
Integrado na área de Inovação Social e Inclusão da DCTR, “Memórias” explorou a relação entre o corpo, as recordações e os afetos. Através da dança, os participantes deram vida a histórias, tradições e experiências que permanecem presentes ao longo do tempo. Cada movimento representou um reencontro com vivências marcantes, demonstrando que o passado continua vivo e em constante transformação. O espetáculo evidenciou, assim, a importância da memória como elemento de identidade e ligação entre gerações.
Durante a tarde, a programação foi dedicada à apresentação dos alunos do Clube de Danças Sociais da DCTR, reunindo em palco 142 participantes e nove professores. O espetáculo contou com 267 espectadores, refletindo a forte adesão do público à iniciativa.
A apresentação integrou atuações das turmas de Danças Latinas, Ritmos Brasileiros, High Heels e Kizomba, contando ainda com a participação especial da Escola de Dança Ana Onofre e da escola de dança Your Stage. Os participantes demonstraram o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo, num espetáculo marcado pela diversidade de estilos e pela partilha artística.
A iniciativa terminou num ambiente de convívio e celebração, com um social realizado na esplanada do Olaria, onde participantes, familiares e público tiveram oportunidade de partilhar experiências, dançar e assinalar o encerramento de um dia marcado pela inclusão, pela arte e pela valorização da comunidade.
No total, a Mostra de Arte Inclusiva envolveu 231 participantes e 12 professores, tendo atraído 533 espectadores ao Centro de Congressos de Aveiro. A Mostra de Arte Inclusiva constituiu, assim, mais um exemplo do compromisso da DCTR com a promoção da participação cultural, do envelhecimento ativo e da inclusão social através da expressão artística.